Celina Leão diz que empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB está na fase final de ajustes
Celina Leão afirmou que o empréstimo de R$ 6,6 bilhões para capitalizar o BRB está na fase final de ajustes. A operação com o FGC foi negociada com União, GDF, Banco Central e BRB, com mediação do STF.

Economia
Celina diz que empréstimo de R$ 6,6 bilhões ao BRB entra na fase final
operação com o Fundo Garantidor de Créditos busca capitalizar o Banco de Brasília e ainda depende de ajustes burocráticos
Publicado há instantes | 13/07/2026 | Redação OnlyNews | Foto: Matheus Borges/Agência Brasília
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), afirmou nesta segunda-feira (13) que a formalização do empréstimo de R$ 6,6 bilhões para o Banco de Brasília (BRB) está em etapa final. Segundo ela, a operação junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) passa pelos últimos ajustes documentais.
A declaração foi dada durante agenda pública. De acordo com Celina, representantes envolvidos na negociação participaram de uma reunião na sexta-feira (10), e os trâmites administrativos seguem em conclusão.
O acordo que sustenta a operação foi firmado em 28 de maio entre a União, o Governo do Distrito Federal (GDF), o Banco Central e o BRB. A negociação teve mediação do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e prevê a contratação do crédito sem aval da União.
Pelo modelo definido, a garantia será dada por fiança de um sindicato de bancos. Como contragarantias, serão usados recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), mecanismos de repasse constitucional de receitas federais a entes subnacionais.
O entendimento também impõe compromissos fiscais ao GDF. Entre as medidas previstas estão restrições de controle de despesas previstas no artigo 167-A da Constituição Federal, dispositivo acionado em situações de desequilíbrio nas contas públicas.
Além disso, eventuais valores obtidos pelo Distrito Federal em ações judiciais ou acordos ligados a prejuízos ao BRB deverão ser usados prioritariamente para pagar a operação de crédito. A regra busca vincular receitas extraordinárias à quitação do financiamento.
Durante as tratativas com o FGC, o GDF pediu dois anos de carência e prazo total de 15 anos para pagamento. Até o momento, segundo as informações divulgadas, essas condições ainda não foram aprovadas de forma definitiva.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) autorizou a contratação por meio do Projeto de Lei nº 2.363/2026. A proposta confirmou os termos do acordo homologado pelo STF e foi sancionada por Celina Leão, com vetos, em 24 de junho.
A informação sobre a fase final da operação foi publicada originalmente pelo Correio Braziliense, na editoria Cidades DF.